Black Sigil: Blade of Exiled

Tendo um título provisório de Project Exile, esse game originalmente era para Gameboy Advance, mas, creio que a produtora Studio Archcraft percebeu que o portátil estava em queda no mercado frente ao Nintendo DS e resolveu adaptá-lo ao novo portátil, dando o nome final de Black Sigil: Blade of Exiled.

Mais um RPG mas, realmente não é só mais um na grade de opções do NDS. Inicialmente chegaram a compará-lo com o já lendário Chronno Trigger de Super Nes (recentemente lançado também para NDS). Acredito que lá no fundo a produtora de Black Sigil teve uma grande inspiração em Chronno Trigger, devido a alguns fatores que serão explanados mais a frente.

Black Sigil: Blade of Exiled conta a história do reino de Bel Lenora, um reino onde todos fazem uso da magia e que acabou por ser devastado em uma tragédia causada pelo vilão Vai, justamente um homem que não tinha poderes mágicos. Após o banimento de Vai, cinquenta anos depois do acontecido, surge em Bel Lenora o protagonista do game, chamado Kairu que, por não ter o controle da magia e devido a coincidência dos fatos históricos, não é tão bem quisto por lá.

Graficamente o jogo é muito bom, lembrando clássicos do Super Nes tão adorados pelo pessoal old school. Sprites! Muitos sprites para nosso deleite. Cidades bem feitas e personagens bem modelados, animação completa...enfim...um RPG da linha antiga, como ele deve ser. Nas batalhas pode-se observar a semelhança com Chronno Trigger, sendo ela feita em turnos sem interrupção, com barra de ataque enchendo, inimigos movimentando-se pelo cenário para atacar e por esse motivo, também muito estratégica. Há a hora do ataque mas, por conveniência, há o momento que a defesa é o melhor a ser feito. Ela é do tipo randômica, ou seja: andando no mapa, surgem do nada. Uma coisa que observei é que os inimigos em geral são muito pobres! :D É normal você fazer uma luta intensa e receber...3 moedas...4 moedas...isso é um tanto quanto chato pois a espada daquela lojinha na cidade que você visitou sempre é um objeto de desejo incessante... ;)

Músicas e sons são apenas legais. Claramente se vê que o tratamento com um cara bem experimentado em músicas de game não foi o caso aqui, ao meu “ouvir”. As vezes determinada situação que você está vendo no game não reflete com a emoção que a música passa, por exemplo: estava eu numa cidade, conversando com um transeunte qualquer, e ao fundo a música que tocava era no total estilo “HERÓI”... não sei se me compreenderam mas para mim soou assim. :D Podia ser algo mais calmo, tranquilo...não aquela música de enfrentar um BOSS. Não é uma grande falha e nem estraga o jogo mas, é facilmente verificado.

Toda a movimentação do game pode ser feita ou com a stylus, ou tradicionalmente com uso de direcional e botões. Na tela de baixo, rola a ação, na de cima temos o status dos personagens entre outros dados do game, facilitando bastante sua visualização.

A história do game devido ao fator negativo de Kairu em Bel Lenora (sua inabilidade com a magia) tende a esquentar com pouco tempo de jogo e, levando-se em consideração suas missões e decisões e os personagens que irão unir-se a Kairu, o game acaba por ter nada menos que 7 finais diferentes o que por si só já resulta em um belo replay para aqueles que curtirem o jogo. Sem dúvida, uma boa opção para aqueles que procuram um RPG tradicional com qualidade.

by Luo=-_

Prós:

  • Raros sprites em um mundo dominado por polígonos.
  • História boa apesar de não ser muito diferenciada.
  • Muitos elementos inspirados no inesquecível Chronno Trigger.

Contras:

  • Algumas músicas - ao meu ver - mal alocadas na história.
  • Opção de quick save meio confusa! Perdi um tempo de jogo utilizando-a. :P
NOTA FINAL

7.8

BOM!

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