CAANOO

Para maior compreensão do que é e representa o portátil Caanoo hoje, é importante falar de seus antecessores que tiveram papel essencial em seu desenvolvimento e até mesmo da história básica da empresa que o produz, a GamePark Holdings. :)

Em 2001 a empresa sul coreana GamePark lança um portátil chamado GP32 baseado em um processador de 133 Mhz e 8 megas de RAM. Ao contrário do padrão de cartuchos que a indústria de games tinha, optaram por um sistema de cartão chamado SmartMedia para guardar os arquivos, facilitando a vida de programadores para o sistema que foi o primeiro com software livre. Ele era básico: joystick de 4 direções, botões A, B, L e R, select e start em um design arredondado e elegante. Tinha também USB 1.1 para conexão com computador, uma porta de expansão, entrada para bateria 3.3v, fone de ouvido e era alimentado também opcionalmente por duas pilhas alcalinas. Convenhamos que para 2001, era um portátil interessante mas, por ter código aberto, tinha poucos jogos comerciais, sendo mais orientado a programas que reproduziam filmes em DivX, mp3, emuladores e jogos caseiros além, claro, de ter uma versão reduzida do Linux para os entusiastas do sistema operacional. Para constar, apesar de não ter sido comercializado mundialmente, o GP32 teve ao todo 30.000 unidades vendidas até o final de 2007.

Alguns anos depois, a GamePark estava desenvolvendo um novo portátil que seria o sucessor do GP32 mas, houve um desacordo entre a direção da empresa e os engenheiros que trabalhavam por lá. Enquanto a empresa desejava criar um portátil voltado a jogos 3D tal qual o PSP da Sony, os principais engenheiros achavam que o foco deveria ser ainda em um portátil com jogos 2D. O resultado final dessa discussão foi que tais engenheiros resolveram sair da empresa e criar a sua própria com um nome digamos, nada original: a GamePark Holdings. A antiga GamePark continuou o projeto do portátil 3D que teria o nome XGP mas, ele nunca foi lançado e a empresa original foi à falência em 2007.

A GamePark Holdings por sua vez tinha bala na agulha e continuou desenvolvendo seu portátil 2D que teria o nome GPX2, porém, como havia a possibilidade de uma violação de marca e até a confusão com uma suposta nova geração de impressoras japonesas chamada GPX, a empresa fez uma consulta pública durante 15 dias aceitando sugestões de nome para o novo portátil mas, no final das contas, a própria GPH resolveu fazer uma troca simples de letras e deu nome ao seu futuro produto: o GP2X!

Lançado em 10 de novembro de 2005 na Coreia do Sul, o GP2X era basicamente um portátil para jogos, ver vídeos e fotos, ouvir música e rodar programas feitos para ele. Tal qual seu antecessor, tinha uma arquitetura aberta baseada em Linux, o que fazia com que milhares de pessoas no mundo todo pudessem programar e distribuir livremente jogos, emuladores e programas diversos para a plataforma. Além disso, era possível agregar novas funções ao portátil simplesmente atualizando seu firmware. Com um processador de 200MHz, 64 mega de RAM, suporte a cartões SD (e depois SDHC), conexão USB 2.0, alimentado por 2 pilhas alcalinas, tela de 320x240 com 65 mil cores e até saída para TV, era um portátil poderoso e muito apreciado para quem gostava principalmente de emuladores. Posteriormente foi lançado o GP2X F-200 que trouxe algumas mudanças, como a troca do joystick analógico por um direcional digital e que também teve adicionada a função touchscreen. Ainda é um portátil apreciado e com muito suporte daqueles que tiveram o prazer de comprá-lo. Ao final de sua fabricação em agosto de 2008, 60.000 unidades tinham sido vendidas mundialmente.

Rumores começaram a circular pela Internet com o descontinuação do GP2X, de que a GPH estava desenvolvendo uma nova geração de portátil open source. E não demorou absolutamente nada pois, em 26 de agosto de 2008 a empresa já anunciava o desenvolvimento de seu mais novo portátil, que se chamaria Wiz. Para empolgação dos entusiastas, a empresa disponibilizou até um documento detalhando o hardware de seu novo produto. A GPH anunciou que o Wiz teria jogos comerciais periodicamente lançados, porém, sem nunca sair da proposta inicial de um portátil voltado ao software livre com jogos caseiros, programas para diversas finalidades e emuladores dos mais diversos sistemas.

Apesar das reclamações sobre os botões do portátil serem idênticos a um direcional digital, não foram feitas as mudanças tão solicitadas pelos fãs, e nas versões de teste que foram enviadas em abril de 2009 aos sites especializados para avaliação do produto ele já estava em sua versão final. Sendo lançado oficialmente em 13 de maio de 2009, o Wiz entrava no mercado de games com o preço de U$179,99. As diferenças de hardware se comparadas ao GP2X eram grandes: processador de 533 MHz (que podia ser overclockado para 900 Mhz), acelerador 3D, memória interna de 1GB, 64 megas de RAM, suporte para SD card (bem como SDHC), USB 2.0, baterias internas recarregáveis no lugar das tradicionais alcalinas possibilitando 7 horas de jogo, tela OLED de 320x240 touchscreen e microfone embutido. Foi um portátil de muito sucesso mas, também trouxe muitas reclamações com relação aos seus botões em forma de direcional digital, outros pequenos pepinos com a memória interna do aparelho e reclamações com relação a tela OLED que, apesar de ser o máximo em qualidade de imagem hoje em dia, em certas ocasiões gerava um certo “tremor” na tela que incomodava os mais detalhistas.

A GamePark Holdings não parou de trabalhar e com muito pouco tempo de mercado do Wiz, já iniciava o desenvolvimento de seu sucessor, colocando como objetivo atender a demanda aos quais todos os seus produtos se destinaram até então, ou seja, uma plataforma portátil de software livre para fazerem o que bem quisessem! Seguindo a ideia de que em time bom não se meche (ao menos não se meche muito!) anunciaram ao mundo que o novo portátil que chamaria-se “Caanoo” e estaria sendo apresentado na Electronic Entertainment Expo 2010, em maio.

As mudanças foram relativamente poucas mas, importantes, mantendo um processador de 533 MHz, acelerador 3D, 128 megas de RAM (dobrando a disponível no Wiz), a retirada do problemático espaço de 1 GB interno tendo apenas 128 megas destinados ao sistema operacional baseado em Linux, USB 2.0 pela porta externa para conexão com o PC, suporte a SD / SDHC superior a 32 GB, G-Sensor para jogos e aplicações utilizando-se da inclinação e rotação do portátil, motor de vibração, substituição do direcional digital por um direcional analógico de alta precisão, tela LCD touchscreen de 3.5 polegadas de 320x240 em substituição a cara e problemática tela OLED do Wiz, microfone embutido, saída para TV, bateria interna para jogar ou ver vídeos em um período de 5 à 6 horas e conexão à Internet via WiFi através de um adaptador vendido separadamente.

Cabe dizer que, antes de qualquer coisa, o Caanoo bem como seus antecessores não visam em hipótese alguma disputar mercado com Nintendo DS ou PlayStation Portable, que são portáteis destinados a jogos proprietários e comerciais e que, através de hacks em seus sistemas, tiveram a disponibilidade de ter programas diversos, emuladores e jogos caseiros para os usuários que para tal finalidade os destinam além da proposta original. Você encontrará jogos licenciados para o Caanoo também e terá que pagar por eles mas, definitivamente, é uma plataforma aberta à milhares de desenvolvedores que talvez neste momento estejam trabalhando em adaptações de jogos, programas e emuladores para ele. Não tenha dúvida disso!

Isso fica bem claro logo que você, feliz proprietário de um Caanoo, recebe-o em casa. Sua caixa é simples e bonita, seu interior traz uma daquelas armações em papelão destinadas a acolher o produto, manuais e demais acessórios de uma maneira estranha mas funcional. O pacote básico do Caanoo trás: o portátil, uma caneta stylus extra, uma strip personalizada, cabo USB para conexão em sua saída externa dando conexão com o PC além de carregar o portátil, manual kick start e um CD contendo um manual bem mais completo em PDF...só!

Ligando o sistema você logo vê o logo da GamePark Holdings, seguido de uma animação com o nome “Caanoo”...sem sons...apenas uma apresentação visual. Uma bonita luz azul de um led do lado esquerdo indica que o sistema está ligado e a mesma pisca quando a bateria estiver no fim. Do mesmo modo, uma luz vermelha indica que as baterias estão sendo recarregadas e se apagam quando finalizam o processo. O menu é simples e bonito e trás 6 possibilidades imediatas de entretenimento:

  • GAMES para jogos proprietários, jogos caseiros e emuladores diversos.
  • APPS para programas com os mais diversos fins.
  • PHOTOS onde você poderá ver fotos nos formatos, jpg, png, gif e bmp inclusive usando o recurso do g-sensor para adaptar as fotos ao formato visto na tela.
  • VIDEOS que poderão ser em avi nos formatos DivX, XviD e Mpeg4, tendo o áudio em mp3 ou wav. A resolução máxima poderá ser de 640x480 à 30 frames por segundo e legendas devem estar no formato SMI.
  • EBOOKS para quem quiser ler livros no formato TXT, com fundos personalizáveis, porém, ainda sem suporte a acentos.
  • MUSIC para ouvir suas músicas preferidas no formato Mp3, Wav ou Ogg Vorbis em modo stereo e com animações que seguem o ritmo da música dentre algumas opções.

Fica claro que a GPH quer que literalmente você “se vire” com o Caanoo já no primeiro momento em que você liga o portátil e não encontra absolutamente NADA dentro desses menus. Ou seja: ela quer que você busque os games, emuladores e roms na Internet, bem como os programas para os fins que você desejar e, ao mesmo tempo, facilita explicando em seu manual que a criação de pastas simples com nomes específicos dentro de um SD card faz com que o sistema do Caanoo as reconheça como local de tais aplicações, com muita simplicidade. Complementando essas funções principais, há a função “Explorer” que permite manipular arquivos dentro das pastas do cartão SD.

Na conectividade, cabe a primeira crítica ao sistema: simplesmente o Caanoo não foi reconhecido apropriadamente em duas máquinas com sistemas operacionais distintos no qual utilizei o cabo USB proprietário que vem junto com o portátil. Peguei o programa criado pela GPH que “facilita” essa operação mas, tornou-se inútil diante da falha de conexão do portátil. Mas, lendo a documentação, vi que seria muito mais simples eu retirar o cartão microSDHC do adaptador para SD card, colocá-lo em um leitor simples de microSD que custa menos de 2 dólares e manipular os arquivos diretamente no PC no sistema “copiar/mover/colar”. Resultou que no final das contas, o cabo USB para transmissão de dados ficou servindo apenas para carregar o portátil.

Nesse outro ponto de carregamento das baterias, vai a segunda crítica ao sistema: não enviaram um carregador simples de parede para o sistema e você fica completamente dependente do cabo USB e de um PC para carregar o Caanoo. Seria uma tristeza absoluta, se eu não tivesse um adaptador de tomada para carregamento de dispositivos USB que, sinceramente, eu nem sei o que comprei que veio esse treco junto. Acabou por ser algo que não vou me desfazer pois tem uso prático onde não se tem um computador por perto.

Apesar de ter realmente gostado MUITO e estar completamente empolgado com o sistema no geral até agora, não posso me abster de opinar e ser claro em outras questões polêmicas, como por exemplo na posição clara que a GamePark Holdings adotou visando baratear o custo do Caanoo ao consumidor final. Isso fica evidente com a diferença de custo do Wiz à U$179,99 contra U$149,90 no caso do Caanoo em suas datas de lançamento e e explica-se por exemplo na troca da tela OLED do Wiz que obviamente tem maior qualidade que a LCD do Caanoo, mesmo esta sendo maior. Não seria mais benéfico manter a OLED trocando quem sabe o fornecedor de tal tecnologia e corrigindo os problemas nela vistos? Não foi o que aconteceu...

Outras questões polêmicas envolvem a construção do Caanoo. Se por um lado há um sistema que facilita em muito a manipulação dos arquivos usando pequenos acessórios de baixo custo, por outro lado a GPH deu uma bobeada em pelo menos três pontos à se destacar. Em duas delas, são contornáveis, porém em uma, foi uma falha memorável de projeto:

  • A falta de um direcional digital: eu garanto que as pessoas não terão dificuldade em se adaptar ao direcional analógico do Caanoo que é dos melhores e mais precisos que eu já vi mas, um direcional digital seria um extra apreciado para jogos mais antigos por muitos jogadores, sem dúvida.
  • Auto falantes na parte de trás do portátil: eu sinceramente queria estar na reunião dos engenheiros da GPH para dar uma gargalhada quando propuseram e bateram o martelo de que os auto falantes do Caanoo estariam na parte de trás dele. O sistema de som dele, é o mesmo do PSP, ou seja, é potente! Porque não dar um jeito e fazer com que o som saia pela parte frontal do portátil!? É uma pergunta que sinceramente, eu não consigo ver resposta. Garanto à vocês: não é ruim mas, também não considero excelente e, sem você notar, poderá fechar as saídas de som parcialmente com os dedos. Para quem é acostumado a jogar ou utilizar portáteis com fones de ouvido (como eu), esse aspecto é irrelevante.
  • Imprecisão na construção da estrutura plástica que envolve a tela LCD: isso é de dar raiva galera! Os engenheiros do Caanoo ou não notaram ou simplesmente ignoraram o fato de que, a estrutura plástica externa que envolve a tela LCD do portátil cobre cerca de 4 pixels de cada lado da tela... ¬_¬ Dá pra acreditar? Pois é... o resultado é que em alguns casos, como por exemplo parte de um game score, ou algum elemento que deveria aparecer na tela, fica escondido parcialmente abaixo dessa estrutura plástica que fica nas extremidades da tela LCD. Chega a ser inacreditável, mas venderam o produto assim mesmo. Com a chegada do portátil a seus primeiros e felizes proprietários, já pintou na Internet um tutorial de como desmontar o Caanoo, fazer as desconexões necessárias e literalmente lixar e cortar cerca de 1 milímetro da parte interna dessa estrutura para que todos os pixels disponíveis sejam vistos sem angular a tela.

Um outro “probleminha” que foi notado pelos primeiros compradores do aparelho, foi que a parte inferior da tela em certos programas é muito mais brilhante que a parte de cima, fazendo um degradê bem suave de cima pra baixo, quase imperceptível mas, isso é um problema já reportado pela GPH e irá ser corrigido via software muito provavelmente no próximo firmware. Nos outros aspectos e diante da transição rápida entre Wiz e Caanoo de pouco mais de um ano, não creio que a GamePark Holdings irá reverter de algum modo algum desses aspectos que foram alvos maiores de crítica. Se fosse para eu arriscar, eu diria talvez apenas na questão da estrutura plástica eles façam algo, pois deve ser relativamente fácil resolver isso diretamente na fábrica agora, nos outros aspectos que alguns consumidores viram defeito, o mais provável é que sejam ignorados ou consertados em um possível sucessor do Caanoo.

Na prática, o Caanoo é um portátil com pegada apenas regular, talvez mais adaptada às mãos pequenas de consumidores sul coreanos. Seu controle analógico como afirmei é muito bem construído e preciso, não dando a meu ver margem para grandes reclamações da falta de um direcional digital. Seus botões simples e funcionais são a resposta da empresa para aqueles que odiavam os botões do Wiz. São também bem posicionados como o botão “Home” e “Start” e respondem prontamente, bem como os botões L e R e os ótimos botões “I e II” que ficam abaixo do direcional e servem perfeitamente à jogos que exigem a tela na vertical, como shooters. O som é muito bom apesar dos auto falantes em local equivocado e seu sistema de controle de volume é gradativo dando uma impressão muito boa, principalmente se você utilizar fones de ouvido. A tela de LCD apesar do problema que envolve a carcaça do Caanoo, tem ótima iluminação e não apresenta nenhum problema em seu funcionamento prático. Talvez eu falasse contra apenas uns três possíveis dead pixels que vieram de fábrica no meu Caanoo mas, sendo esses três praticamente imperceptíveis, não me incomoda em nada. Se houver alterações na quantidade deles posteriormente, eu aviso aqui mesmo neste review... ;)

No momento em que escrevo, milhares de pessoas estão para receber seu Caanoo em casa, doidas para desenvolver ou apenas jogar algo no novo sistema da GPH. Poucos programas e jogos foram adaptados até agora ao Caanoo de versões anteriormente lançadas para seus antecessores. Alguns jogos, poucos emuladores e programas estão disponíveis mas, todo dia tem aparecido algumas novidades na “Caanoo Scene”. Espero que sejam muitas!

Às pessoas que de alguma maneira viram de forma negativa algo que escrevi para detalhar esse lançamento posso afirmar com absoluta certeza: podem comprar sem medo um Caanoo! Dentre seus pequenos defeitos que não passaram despercebidos deste que vos escreve, ele trás inúmeros benefícios para aqueles que procuram algo diferenciado dos também indispensáveis Nintendo DS e Sony PSP. Os três em conjunto formam um trio de muito proveito e inúmeras horas de diversão. :)

Falar de nostalgia é literal no Caanoo afinal, é um portátil voltado principalmente às velharias... :) Como é de se esperar devido ao pouco tempo de estrada, os lançamentos por enquanto para a plataforma ficam restritas a alguns emuladores, versões adaptadas de jogos antigos e alguns programas...vou comentar o que está rodando no momento e em que condição e, à medida que novas adições forem feitas, eu postarei diretamente aqui na seção “Nostalgia” do Caanoo alterando o conteúdo anterior:

Emulador de arcades: foi disponibilizado uma versão adaptada do MAME4All do Wiz para o Caanoo que roda pouco mais de 2000 jogos e versões. Como o sistema de ambos são diferentes, ainda não funcionam funções importantes como por exemplo o overclock via software do processador, que ajuda a aumentar o desempenho em muitos jogos. Mesmo assim, curtir games relativamente pesados como Vendetta, Pit Fighter, Double Dragon II, Crime Fighters, Mortal Kombat, Teenage Mutant Ninja Turtles, The Simpsons...entre muitos outros, não tem preço! Uma nova versão será compilada assim que o novo firmware do Caanoo seja disponibilizado liberando a exploração dos overclocks da máquina. Outro que está disponível foi um emulador de CPS2. Tão logo tenha maiores informações postarei à respeito.

Emulador de Mega Drive / Master System / Sega CD / 32X: foi lançado recentemente o Picodrive 1.80 para o Caanoo e a experiência é muito boa! Roda os jogos mais cascudos do Mega Drive com todos os seus efeitos sem falhar em nada. A emulação de Sega CD também é perfeita. Na documentação do emulador consta que a emulação de Master System é por enquanto apenas parcial e deverá melhorar nas próximas edições. Já a de 32X aguarda a liberação do firmware novo do Caanoo que irá dar ferramentas aos desenvolvedores para trabalhar com os overclocks do sistema.

Emulador de Super Nintendo: apenas uma versão alpha adaptada do Dingoo foi lançada e não oficialmente, sendo restrita às pessoas que por força da curiosidade resolverem lidar com arquivos e mapeamento de botões pra fazer rodar no Caanoo. Como uma versão oficial está em fase final para lançamento, acho que é mais interessante aguardar e ter algo definitivo para comentar.

Emulador de Gameboy / Gameboy Color: um emulador chamado OhBoy foi lançado e li algumas informações básicas apenas de que está funcional. Assim que obter maiores informações escrevo a respeito.

Emulador de NeoGeo CD: esse emulador bem como o MAME4All foi um dos softwares disponíveis para testes antes mesmo do lançamento do Caanoo e creio que seja 100% funcional para rodar os jogos de NeoGeo CD. Não confundir com Neo Geo que roda diretamente nos jogos disponíveis até agora no MAME4All... em breve acrescento mais informações.

Emulador de Spectrum: o GP2XPectrum é um emulador desse computador para o Caanoo...como não tenho conhecimento de absolutamente nada dele, nem me interessei em procurar maiores informações mas, está disponível! :D

Além desses emuladores acima, alguns jogos antigos de PC foram adaptados ao Caanoo como por exemplo Quake 1 rodando em aceleração 3D que dizem estar muito bom, o super clássico Wolfenstein3D para quem gosta de FPS pra lá de velho e o Ken's Labyrinth também jogo antigo de DOS para PC. Além desses, uma versão do ScuumVM já saiu para o Caanoo e roda muitos dos antigos adventures do PC como Monkey Island, Beneath A Steel Sky entre muitos outros mas, ainda requer alguns testes para comprovar seu funcionamento total. :)

Outro ponto interessante são os jogos open source feitos para o sistema. Alguns são muito simples, porém, não menos divertidos. Testei alguns deles: Firewhip que lembra um Castlevania misturado com Shadow of The Beast, Battle Jewels que é uma versão do divertido Jewels com a mistura inusitada de elementos RPG, Snake On Dope que é sem dúvida a melhor versão já feita para qualquer plataforma do jogo Snake (aquele que tinha em celulares), o jogo de tiroteio e ação Escape From Zombie City que pelo nome vocês já podem ter uma ideia e o jogo “Sqrxz” de um bicho esquisito em um jogo de plataforma que mistura elementos de estratégia para vencer os levels...

Por enquanto é isso galera! Assim que tiver mais novidades, postarei na página inicial e acrescento por aqui. :)

by Luo=-_

GamePark GP32 GPH GP2X F-100 GPH GP2X F-200
GPH GP2X Wiz GPH GP2X Caanoo (azul e preto) GPH GP2X Caanoo (branco)
XGP...o portátil 3D jamais lançado WiFi dongle oficial do Caanoo Jelly Case oficial para proteção

Screenshots de jogos, emuladores e programas serão acrescentados posteriormente com o lançamento oficial de tais softwares.

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